Éramos
4. Refugiados num bar, fugindo da chuva. Não tinhamos nada contra ela, ela apenas acabou com nossos planos iniciais, nos tirando da praça e nos levando ao bar.
A conversa paralela, silêncios pausados, mais uma garrafa, assim que a outra se esvasiava (e rápido).
No meu copo a bebida mal parava, acho que sou assim, não saboreio, degusto...
só bebo.
Tava meio nervosa, não sabia o que falar, então não falava... assim era mais simples, só ouvir.
4 garrafas,
4 copos.
Não 2 casais, ia ser muito mais
simples. Apenas
desejo de
1 pessoa.
Chuva vai e volta, assim como a minha
coragem de me
declarar, de me
decidir.
Acaba ficando tarde, telefonemas preocupados e debaixo de chuva uma alegria contida, não tão contida assim,
saltitante.
Eles gostam do perigo, mesmo com súplicas para que não se arrisquem.
Os
4 esperam um carro, o shopping já tá fechado e a chuva cai sobre a marquise. O carro chega e as mentiras já miraboladas são contadas, sobre como o show foi bom apesar da chuva e como foi tudo perfeito.
Nós
2 vamos embora.
Eles
2 ficam para trás, pensando na próxima aventura, a volta para casa no começo da madrugada.
Taila F. Brasil