terça-feira, 13 de abril de 2010

Por aí e além (Parte X)

Me livrei do vinho, ele só ia me dar dor de cabeça mesmo. Usar a bebida para fugir nunca me fez bem, sempre acabo pensando demais e desmaiando de sono e quando acordo não me lembro de nada que eu pensei. Então apenas deitei na cama e pensei. Fazer os prós e contras não fizeram muita diferença, já que eles praticamente se anularam. Pensei mais... e mais, mas não aguentei. Acho que nunca tinha pensado tanto na minha vida e aquilo estava me dando muita dor de cabeça. Tomei um comprimido, liguei a tv e sentei em frente a ela, trocando freneticamente de canal sem prestar atenção no que estava passando de verdade. Eu estava pensando, e mesmo assim só me vinham os bons momentos, aqueles em que a gente estava junto e que eu não precisava pensar, ele sabia o que fazia e eu sabia ou apenas gostava de acreditar que eramos feitos um para o outro.
Acabei embalando no sono com esse passado.
Acordei desnorteada com o som do estridente do despertador tocando no outro cômodo.
Taila F. Brasil

Ainda não é sobre mim

Sempre lá... nos corredores. Apesar de sempre não tentar registrar, eu ainda penso. Você. Se é tão simples e tão injusto comigo você não me notar, por que eu ainda me pego pensando em você. Me torturo, um tortura branca, branda que não deixa marcas no exterior. Você não faz nada! Nada que eu queira que você tivesse feito.
Te chamo timidamente para ficar no mesmo lugar que eu, você aparece uma, duas, no máximo três, mas nunca fica. Nunca fica comigo.
Você é diferente, não é que seja dois. Mas se fosse te julgar, te separar e ter que escolher, escolheria seu eu escrito, apesar de querer você ao vivo. Parece que tem mais paixão e que finalmente você se põe a mostra. Nada dança das suas palavras me vejo com você. Nos seus textos, também de amor, que nem sempre entendo, mas... ainda não é sobre mim. (ainda não)

Taila F. Brasil

domingo, 11 de abril de 2010

O que acontece na Lapa...

... fica na Lapa!
Beijo Sem
Marisa Monte e Teresa Cristina
Composição: Adriana Calcanhotto

Eu não sou mais
Quem você
Deixou
Amor (de ver)

Vou a lapa
Decotada
Bebo todas (viro outras)
Beijo bem

Madrugada
Sou da lira
Manhãzinha
De ninguém
Noite alta
É meu dia
E a orgia
É meu bem

Eu não sou mais
Quem você
Deixou
Amor (de ver)

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Me chamaram de egoísta, mas se me conhecessem bem só diriam que eu sou mimada.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

o céu tá caindo?

Chega de lama no meu caminho, não tenho medo de me molhar. Vou pular com tudo nessa poça, dançar nessa chuva que reivindica o que é dela.
Hoje eu não quero dor, vou me desconectar... esses noticiários viciados que só mostram o lado ruim e não adianta trocar de canal, porque a mesma imagem, a mesma tristeza e a única solidão vão continuar. Por isso e mais que isso eu saio nessa chuva sem medo de me molhar.
Eles me viciaram a pensar que tudo ou é ruim ou é bom, só tem um lado ou uma cor.
Hoje eu ponho meus óculos cor-de-rosa e aprecio o que a de bom, mesmo com a lama deixada para trás na correnteza de água límpida.
Não quero ignorar os problemas deixados, mas hoje eu quero um solução. Procuro, mas não sempre. Não culpo, porque a culpa não é só de uma pessoa e não busco a quem culpar. Adianta?

quinta-feira, 1 de abril de 2010

The falling cloud

Adianta falar?
Eu sempre penso o que falo, mas segundo a Lebre de Março isso não é a mesma coisa do que falar o que penso. Já não gosto de ninguém é o que eu penso, mas tem muitas pessoas de quem eu já gostei e, que no fundo, talvez, eu ainda goste.
Não é uma receita de bolo, sempre falam. Para mim tudo é um receita de bolo, só que você não precisa seguir exatamente o que ela diz, às vezes 3 xícaras de farinha podem ser muito e 1 caneca transbordando de açúcar pode ser muito. Jogue um pouco de pimenta é o que eu penso.
Guardar dinheiro? Futuro incerto? Amanhã existe?
Seria melhor ir ao aeropoto e comprar uma passagem para o próximo voo. Não importa para onde.
Deixar as provas, o trabalho e as aulas para trás, seriam passado e ficariam com o resto da minha vida. Eu penso isso.
Fazer compras e ser aleatória, alheio e morrer.
Começar tudo de novo, eu penso: "Se tudo parasse, as coisas iriam continuar mudando?"
Mas: "Se só eu parasse, eu iria continuar mudando ou seria atropelada pelos que continuam em movimento e ser esquecida, deixada para trás? eu iria virar passado? eu iria morrer na minha estática posição?"
Às vezes eu quero parar, mas não quero morrer, só se depois eu puder voltar e acabar com o mistério da Morte.
Eu penso: Será que na morte é melhor que na vida, por isso ninguém volta de lá?
Taila F. Brasil

segunda-feira, 8 de março de 2010

Folhetim

Se acaso me quiseres
Sou dessas mulheres
Que só dizem sim
Por uma coisa à toa
Uma noitada boa
Um cinema, um botequim

E, se tiveres renda
Aceito uma prenda
Qualquer coisa assim
Como uma pedra falsa
Um sonho de valsa
Ou um corte de cetim

E eu te farei as vontades
Direi meias verdades
Sempre à meia luz
E te farei, vaidoso, supor
Que és o maior e que me possuis

Mas na manhã seguinte
Não conta até vinte
Te afasta de mim
Pois já não vales nada
És página virada
Descartada do meu folhetim
-Chico Buarque

quarta-feira, 3 de março de 2010

Começando o ano, agora!

O que esses dois dias fizeram na minha vida é algo meio difícil de por em palavras, letras e pontos.
O que esses últimos 19 minutos fizeram com a minha mente é algo meio difícil de traduzir, mas vou tentar..

Últimos dois dias:
Bolsista de quanti da noite, representante de turma (logo eu?) e representante da comissão de formatura. Com um seminário de síntese para apresentar em menos de uma semana, dois gráficos para fazer para menos de 24 horas e com menos de 2 semanas para encontrar a droga do juízo.

Nos últimos 19 minutos eu revi o ano passado por esse blog, quando as pessoas comentavam (não que isso signifique algo), a polemica do post sobre o JB (que ainda é uma polemica, já que fãs irritados do JB continuam comentando), os textos infâmes e os que vivaram rascunho por falta de um final feliz e como eu mudei (nem tanto, já que sempre acabo escrevendo textos sobre mudança e passado).

Acho que não importa mais, agora que eu comecei o ano eu vou é aproveitar e comemorar (comemoro o meu aniversário até o fim de março) e me perder nos projetos de síntese, nas planilhas do silvio, na minha quali teórica e na beloved bioquímica.

Aff... desabafei. (PONTO)

Quem quiser me ajudar a achar o juízo no dia 13/03 (sábado), estarei no Mexe México (perto do Buxixo ou do Shopping Tijuca) às 20 ou 21 horas (por aí...) e depois que eu achar o juízo vou perdê-lo a meia noite (isso se tiver tendo algo lá na +2).
Tá aí meu convite, se tiver afim aparece ;}

There is nothing sweet about me

Primeiro, ele tava bêbado, por causa da caipirinha, apesar de não admitir isso.
eu estava igualmente embriagada, mas o motivo era outro, completamente diferente, já eram 4 e meia da madrugada, quase uma manhã declarada, pelo sol que não queria aparecer, e sentada a uma cadeira de distância, já sonhava, ainda não embalava no sono por um único motivo, a música alta demais eletrizava meu corpo e meus pés se mechiam com a batida.
sofria com a brincadeira de meias verdades que saiam de sua boca no meu ouvido, sentia a cada abraço para me tentar me aquecer, apesar de eu continuar congelando por causa do ar-condicionado forte de mais...
passava, e sempre antes de ir sentar, parava trás de mim, colocando seus cotovelos em meus ombros, me dando um meio abraço sem jeito e me beijando no topo de minha cabeça. eu sentia corar a cada vez que ele dizia numa brincadeira que me amava ou que queira ficar comigo...
Taila F. Brasil