sexta-feira, 25 de março de 2011

Gritando para o mundo

Porque fazemos perguntas das quais já sabemos a resposta? Às vezes eu acho que é só para obter um confirmação, sendo ela boa ou ruim.
Eu acredito que quando você diz algo em voz alta, não precisa gritar, pode ser até um sussuro ou até mesmo escrito, mas quando você diz para outra pessoa ou para o mundo é como se você admitisse o fato de que aquilo é realmente é verdade.
Quando alguém próximo morre, você nunca vai querer ser a pessoa a transmitir a notícia ou a exemplo de algo feliz, quando você gosta de alguém você, mesmo com medo, quer falar.
Eu sou muito chata com isso e sempre acabo sendo a pessoa inconveniente que faz as perguntas mesmo sabendo das respostas. Eu preciso acreditar que eu não estou me iludindo, talvez seja isso.
Afinal como vivo mais no outro mundo do que nesse, é bom ter certeza de que eu não estou misturando os dois. É bom saber que mesmo não lendo pensamentos, nem tendo algum tipo de poder premeditório, eu estou certa, mesmo quando não gostaria.
Sou daquelas que precisa de palavras.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Pela janela eu vejo a chuva cair

Chuva sem dúvida,

trás um rítimo de começo ou seria mais um fim?

quarta-feira, 9 de março de 2011

Sabedoria Popular

Te amo, te amo e você nem me dá bola... acho que vou me afogar num copo de Coca-Cola.

Lindo devaneio

Agora eu sei onde você mora.
Não habita mais o minha cabeça, nem alimenta mais meu corpo.
Você é real, defeituoso e a mágica não está mais aí. Simplesmente desapareceu.
Sinto um alívio, mesmo com um buraco onde deveria estar sua imagem especular.
Por tudo o que aconteceu em meus devaneios, por tudo que nunca aconteceu de verdade, achei que talvez eu fosse sentir mais, sentir falta do que nunca foi meu.
Nunca tive.
Nunca terei e não quero ter. não mais. não você.
Adeus

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Remember december

Uma longa trilha molhada quente, mas que dava arrepios. Assim as lágrimas caiam.
E simplesmente não paravam. Os soluços se juntaram a festa. Ela estava triste e chorava, não se importava mais em ser quieta, silenciosa, não queria mais passar desapercebida. Queria que todos vissem sua tristeza sem sentido, que parasse para assistir.
Ela não lembrava mais o porque chorava, mas doía, o que quer que tenha sido tinha causado a pior dor numa mulher, tinha atacado seu emocional. Ele estava lá ao lado dela, parado, servindo de apoio ou algo do tipo. Ela chorava e continuava, sempre fora dramática mesmo.
No começo das lágrimas, ele tentou entender o porque, estava preocupado e fazia perguntas sem sorte, pois não conseguia uma resposta. Então pacientemente ficou quieto e a acompanhou.
Quem passou ali, em frente ao casal antes, se passasse agora já não entenderia nada. Eles estavam conversando e rindo, num clima quase de casamento. Momentos depois parecia mais que estava num funeral de um parente ou amigo muito próximo.
Ela estava sentada, abraçada as pernas, num banco de concreto, enquanto ele estava em pé na sua diagonal segurando uma de suas mãos e a outra em suas costas.
O rapaz não escondia a insatisfação por não entender e a garota não parava de chorar por não saber.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

No final, somos apenas mais um pedaço de carne pútrida em decomposição debaixo da terra.
Vale a pena viver?

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Trainwreck

O QUE EU NÃO QUERO...
(Mário Quintana)
"Não quero alguém que morra de amor por mim...
Só preciso de alguém que viva por mim,
que queira estar junto de mim, me abraçando.

Não exijo que esse alguém me ame como eu o amo,
quero apenas que me ame,
não me importando com que intensidade.

Não tenho a pretensão de que todas
as pessoas que gosto, gostem de mim...
Nem que eu faça a falta que elas me fazem.
O importante pra mim é saber que eu,
em algum momento, fui insubstituível...
E que esse momento será inesquecível...
Só quero que meu sentimento seja valorizado.
Quero sempre poder ter um sorriso
estampando em meu rosto,
mesmo quando a situação não for muito alegre...
E que esse meu sorriso consiga transmitir paz
para os que estiverem ao meu redor.

Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém...
E poder ter a absoluta certeza de que esse alguém
também pensa em mim quando fecha os olhos, que faço falta quando não estou por perto.

Queria ter a certeza de que apesar
de minhas renúncias e loucuras,
alguém me valoriza pelo que sou,
não pelo que tenho...

Que me veja como um ser humano completo,
que abusa demais dos bons sentimentos
que a vida lhe proporciona,
que dê valor ao que realmente importa,
que é meu sentimento... e não brinque com ele.

E que esse alguém me peça para que eu nunca mude,
para que eu nunca cresça,
para que eu seja sempre eu mesmo.

Não quero brigar com o mundo,
mas se um dia isso acontecer,
quero ter forças suficientes para
mostrar a ele que o amor existe...
Que ele é superior ao ódio e ao rancor,
e que não existe vitória sem humildade e paz.

Quero poder acreditar que mesmo se hoje eu fracassar,
amanhã será outro dia, e se eu não desistir
dos meus sonhos e propósitos, talvez obterei êxito
e serei plenamente feliz.

Que eu nunca deixe minha esperança
ser abalada por palavras pessimistas ...
Que a esperança nunca me pareça um "não"
que a gente teima em maquiá-lo de verde
e entendê-lo como "sim".

Quero poder ter a liberdade de
dizer o que sinto a uma pessoa,
de poder dizer a alguém o quanto ele
é especial e importante pra mim,
sem ter de me preocupar com terceiros ...
Sem correr o risco de ferir uma
ou mais pessoas com esse sentimento.

Quero, um dia, poder dizer
às pessoas que nada foi em vão ...
que o amor existe, que vale a pena
se doar às amizades a às pessoas,
que a vida é bela sim,
e que eu sempre dei o melhor de mim
... e que valeu a pena!

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Better with(out) you

Eu tenho que tomar uma decisão. E acredito que sozinha.
Tenho que me fechar pro mundo e analisar os passos dados, para não querer voltar quando eu for fazer o que decidir. É fácil mudar de ideia, principalmente para uma pessoa impulssiva.
Simplesmente chega a hora e apesar de estar repetindo o mantra dentro da sua mente de que "eu vou fazer isso, eu vou fazer isso." eu faço aquilo, o contrário e depois fico pensando porque eu queria fazer "isso".
Talvez eu deva tomar a decisão do seu lado, assim ela seria uma. E eu a faria. Eu a faria! Eu a faria?

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

09.07.10

tic e tac... e o meu relógio ainda marca quase três.
Você não fala, mas me falam.
Me abriram caminho aos meus pensamentos. Agora eu penso certo.
As nóias se foram junto com a prova que faltava.
Meu futuro ainda incerto, mas não pensei nem se quer uma vez nisso hoje...
Não hoje.
Hoje eu pude sentir o que você não fala.
Senti no olhar e no toque. Senti que talvez eu sinta o que você sente.
Você me fez esquecer a dor e a incerteza, o medo e a fúria.
Eu só queria um pouco do certo.
Acho que já não sei mais o que eu quero.